A Polícia Civil da Bahia, por meio da 1ª Delegacia Territorial de Eunápolis, deflagrou nesta data mais uma etapa das investigações que apuram a fuga registrada no Conjunto Penal de Eunápolis e a tentativa de homicídio contra uma das principais testemunhas do caso.
Durante a operação, foram cumpridos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão, inclusive dentro de unidades prisionais. Um dos mandados foi executado no próprio Conjunto Penal de Eunápolis. Outro foi cumprido no Conjunto Penal de Itabuna, contra a ex-diretora da unidade prisional de Eunápolis, Joneuma Silva Neres, investigada por possível envolvimento nos fatos apurados.
De acordo com a Polícia Civil, o avanço das investigações aponta para a atuação coordenada de integrantes de organização criminosa. Há indícios de que a tentativa de homicídio teria como objetivo obstruir a Justiça, silenciando uma testemunha considerada peça-chave na apuração da fuga.
Um outro investigado que também possuía mandado de prisão cautelar morreu no mês anterior, durante operação policial em área de mata no município de Eunápolis. Na ocasião, oito suspeitos foram mortos e um policial ficou ferido.
Ainda segundo a corporação, há um mandado de prisão em aberto contra uma das principais lideranças de organização criminosa com atuação na região, que permanece foragida.
No cumprimento dos mandados de busca domiciliar, duas residências foram alvo das equipes policiais. Em um dos endereços, um investigado — também alvo de prisão preventiva — fugiu ao perceber a chegada dos agentes, pulando o muro do imóvel. Durante a fuga, ele efetuou disparo de arma de fogo contra os policiais e conseguiu escapar após invadir uma casa vizinha. Até o momento, não foi localizado.
No interior do imóvel, os policiais apreenderam substâncias entorpecentes, dinheiro em espécie e anotações relacionadas ao tráfico de drogas, além de outros materiais considerados relevantes para a investigação. Em outro endereço vinculado aos investigados, também foram realizadas diligências para coleta de provas.
As medidas cautelares foram autorizadas pelo Poder Judiciário com base em indícios de materialidade e autoria, além da necessidade de garantir a ordem pública e assegurar a instrução criminal.
Em nota, a Polícia Civil reafirmou o compromisso com a legalidade, a responsabilização penal dos envolvidos e o enfrentamento à criminalidade organizada na região.