Desde o dia 1º de agosto, os radares eletrônicos instalados nas rodovias federais que cortam Agrovila, Pindorama e nas proximidades da faculdade em Eunápolis foram desativados, como parte da suspensão nacional do Programa de Controle Eletrônico de Velocidade. A medida, adotada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), atinge 47 mil quilômetros de estradas em todo o país e levanta preocupações sobre o aumento de acidentes por excesso de velocidade.
A paralisação dos equipamentos ocorreu devido ao corte de 88% no orçamento federal destinado à fiscalização eletrônica. Dos R$ 364 milhões necessários para manter o programa até o fim do ano, apenas R$ 43,3 milhões foram aprovados pela Lei Orçamentária Anual. Mesmo com suplementações, o valor chegou a R$ 79,6 milhões, ainda insuficiente para manter os contratos em vigor.
Especialistas em segurança viária e entidades como a Associação Brasileira das Empresas de Engenharia de Tráfego (Abeetrans) alertam para os riscos da medida. A entidade já anunciou que irá à Justiça caso os equipamentos não sejam religados. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o excesso de velocidade continua sendo uma das principais causas de mortes nas estradas.
A retirada dos radares já é percebida por motoristas que trafegam diariamente pelos trechos afetados na região sul da Bahia. A ausência de fiscalização tem gerado preocupação entre moradores e autoridades locais, especialmente em áreas urbanas próximas às rodovias, onde o controle eletrônico ajudava a reduzir os riscos de acidentes.