Portal da Cidade Porto Seguro

SAÚDE

Médicos denunciam colapso na assistência obstétrica do Hospital Luís Eduardo

Profissionais alertam para risco de colapso na assistência a gestantes de alto risco por falta de médicos

Publicado em 03/12/2025 às 10:42

Médicos que atuam no Hospital Luís Eduardo Magalhães, unidade de referência para gestantes e partos de alto risco no extremo sul da Bahia, divulgaram um relatório alertando para a situação crítica enfrentada pela instituição. Segundo os profissionais, a falta de médicos tem tornado impossível completar a escala de plantões, problema que se prolonga há meses e que, segundo eles, já ultrapassou os limites de segurança e capacidade de trabalho.

De acordo com o documento, o hospital realiza entre 250 e 300 partos por mês, além de mais de 800 atendimentos de urgência e emergência. Apesar da alta demanda, os médicos afirmam que “não houve qualquer mudança efetiva que resultasse na contratação de novos profissionais”, mesmo após diversas reuniões e comunicados enviados à gestão estadual.

A crise se intensificou com a ausência de uma escala definida para dezembro de 2025. Desde maio, o setor está sem coordenação médica e muitos profissionais ainda não assinaram contrato com a atual empresa que administra o hospital. O relatório alerta que, a partir de 1º de dezembro, o plantão poderá ficar sem ginecologista/obstetra, deixando gestantes de alto risco desassistidas.

Os médicos também demonstram preocupação com a segurança dos atendimentos. Eles afirmam que o ideal seria a presença de três obstetras por plantão, porém, devido ao déficit, têm sido obrigados a assumir plantões exaustivos de 36 a 48 horas ou a realizarem atendimentos sozinhos em momentos críticos. A prática contraria recomendações da Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO) e o Parecer nº 06/2016 do CREMEB, além de representar riscos às pacientes e aos próprios profissionais.

A categoria aguarda providências imediatas por parte das autoridades de saúde para evitar o colapso total da assistência materno-infantil na região.

Fonte: