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SAÚDE

Belmonte registra aumento da doença transmitida pelo caramujo africano

Caramujo africano prolifera em quintais e áreas públicas, aumentando risco de contágio; população e autoridades devem intensificar prevenção e cuidados.

Publicado em 08/06/2025 às 10:45

O Extremo Sul da Bahia enfrenta um aumento alarmante nos casos de Angiostrongilíase abdominal, popularmente conhecida como a “virose do caramujo”. Em Belmonte, unidades de saúde já registram atendimentos de pacientes com sintomas graves da doença, que tem causado preocupação na população local.

A doença é causada pelo contato com o caramujo africano (Achatina fulica), um molusco invasor que tem se proliferado rapidamente em quintais, terrenos baldios, áreas públicas e próximas a escolas. A contaminação ocorre principalmente pela ingestão de alimentos crus ou mal lavados contaminados pelo muco do caramujo.

Os sintomas incluem fortes dores abdominais, febre alta, náuseas, vômitos, diarreia, distensão abdominal e fadiga. Em casos mais graves, pode ocorrer inflamação intestinal que exige cirurgia e internação hospitalar.

Moradores relatam a presença constante do caramujo em áreas urbanas e alertam para a necessidade de limpeza e descarte adequado do lixo, que contribuem para a reprodução acelerada do molusco.

Para se proteger, a população deve evitar contato direto com os caramujos, lavar bem alimentos antes do consumo e manter os ambientes limpos. Em caso de sintomas, o recomendado é procurar atendimento médico imediato para diagnóstico precoce e tratamento adequado.

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