Colaboradores do Hospital Regional Luiz Eduardo Magalhães (HDLEM), administrado pelo Instituto de Gestão Hospitalar (IGH), manifestaram nesta semana uma séria preocupação com a situação crítica da unidade. Segundo eles, a falta de medicamentos essenciais, insumos básicos e transporte adequado para pacientes dialíticos tem tornado o atendimento insustentável e perigoso.
Entre os problemas relatados estão pacientes intubados sem dieta, escassez de remédios importantes como clindamicina, insulina regular, metoprolol, espironolactona e vasopressina, além da falta de insumos como soro fisiológico, papel toalha para higiene das mãos e papel higiênico.
Além disso, exames laboratoriais fundamentais, como hemograma e PCR, estão indisponíveis, dificultando o diagnóstico e tratamento adequado. A situação é agravada pela ausência de transporte para pacientes em diálise e pela falta de cobertura em escalas de plantão na obstetrícia em diversos dias.
Os colaboradores alertam que a crise compromete a assistência a casos graves, como crises de cetoacidose diabética, que atualmente não podem ser tratadas no hospital devido à insuficiência de recursos.
Diante do cenário, os profissionais fazem um apelo urgente para a intervenção do Governo do Estado, do Ministério Público, da Defensoria Pública e dos órgãos fiscalizadores, com o objetivo de garantir o direito constitucional à saúde e restabelecer condições dignas de atendimento para a população de Porto Seguro e região.