O Hospital Regional Luís Eduardo Magalhães (HRDLEM), em Porto Seguro, poderá suspender o atendimento obstétrico de alto risco já a partir do dia 1º de outubro. A informação consta em um comunicado interno da Diretoria Técnica da unidade, que alerta para a gravidade da situação.
Entre os principais fatores apontados estão o déficit de profissionais — atualmente, há apenas sete obstetras, quando seriam necessários, no mínimo, dois médicos por turno — além da sobrecarga física e psicológica da equipe, a ausência de Diretoria Clínica e Coordenação de Obstetrícia, e o risco direto à segurança de pacientes e profissionais de saúde.
Apesar do repasse anual de mais de R$ 20 milhões dos municípios da 8ª Região de Saúde ao Governo do Estado da Bahia — sendo R$ 9,6 milhões apenas de Porto Seguro — a unidade enfrenta uma série de problemas estruturais e operacionais. Entre eles, atrasos salariais que chegam a três meses, falta de medicamentos, alimentação precária e superlotação nos corredores.
Nem mesmo a recente inauguração do Hospital Municipal de Arraial d’Ajuda, que ajudou a reduzir parte da demanda, foi suficiente para conter o colapso iminente no atendimento obstétrico de alto risco.
Moradores, lideranças locais e autoridades da região têm cobrado uma resposta imediata do Governo da Bahia para evitar a interrupção do serviço, que atende gestantes de oito municípios do Extremo Sul baiano.
A Secretaria de Saúde do Estado ainda não se pronunciou oficialmente sobre a possível suspensão.