O Ministério de Minas e Energia anunciou que os testes realizados pelo Instituto Mauá de Tecnologia comprovaram a viabilidade técnica da nova gasolina E30, que terá até 30% de etanol na sua composição, contra os atuais 27,5%. A mudança, que vinha sendo discutida desde 2023, tem como objetivos principais a redução das emissões de gases poluentes e a diminuição da dependência brasileira das importações de combustíveis, proporcionando mais segurança energética e preços menos suscetíveis às variações do mercado internacional.
Além dos benefícios ambientais, a nova mistura traz vantagens econômicas. Com uma maior proporção de etanol — que é mais barato que a gasolina —, o governo estima que o preço por litro poderá cair até R$ 0,13. Isso significa que uma gasolina que hoje custa R$ 6,43 poderia ser vendida por cerca de R$ 6,30. A adoção do E30 também pode reduzir em 760 milhões de litros a importação anual de gasolina, enquanto estimulará o setor sucroalcooleiro com um aumento previsto de 1,5 bilhão de litros de etanol, além de gerar investimentos da ordem de R$ 9 bilhões.
Quanto à compatibilidade, a nova gasolina é segura para veículos flex, que já aceitam qualquer proporção de etanol, e também para carros movidos exclusivamente a gasolina, normalmente importados, que passaram pelos testes sem apresentar problemas. A indústria automobilística brasileira tem apoiado a iniciativa, garantindo a adoção segura do combustível. A legislação vigente, conhecida como Lei do Combustível do Futuro, permite que a proporção de etanol na gasolina seja elevada para até 35%, desde que seja comprovada a viabilidade técnica da mistura.